Aspectos ecológicos sobre a extinção dos dinossauros

 

Há 66 milhões de anos, no final período cretáceo, os vertebrados dominantes da paisagem terrestre eram répteis. Na época, o grupo era muito diversificado, com espécies voadoras, aquáticas e, principalmente terrestres, onde, ocorriam muitas espécies de répteis que ficaram conhecidos como dinossauros. Eles ocupavam muitos nichos ecológicos. Haviam espécies herbívoras, carnívoras, carniceiras. Variavam muito de tamanho, de pequenos lagartos a gigantescos animais. Existiam formas adaptadas a locomoção sob quatro patas e formas bípedes. No final do cretáceo, outros vertebrados, como, pequenos mamíferos e aves, disputavam, sem muita expressão, os nichos ecológicos com os dinossauros. Na atualidade, os dinossauros estão extintos e, os mamíferos e as aves, são os vertebrados dominantes na paisagem terrestre. A extinção dos dinossauros foi repentina, provavelmente, fruto de uma catástrofe global, o choque de um grande meteoro, no litoral atlântico do México. O evento foi violento. A partir do local do impacto, toneladas de poeira foram lançadas na atmosfera. Provocou incêndios globais que queimaram as florestas, destruindo os habitats ocupados por muitos seres vivos.  A fumaça dos incêndios e a poeira lançadas na atmosfera, bloquearam a entrada de luz solar, afetando os organismos produtores fotossintetizantes, impactando toda a cadeia alimentar dela dependente. A dificuldade de a luz solar atravessar a atmosfera provocou um inverno global prolongado. Outra consequência dos incêndios, foi a liberação de gases que provocaram chuvas acidas, acidificando águas e solos. Quando a poeira assentou e a luz solar voltou a incidir sobre a superfície terrestre, alguns vegetais começaram a recolonizar a paisagem devastada. Mas, não foram as grandes árvores antes dominantes, mas sim, samambaias. Embora, pouco exuberante, as samambaias começaram a reestruturar as cadeias alimentares terrestres. Entre os vertebrados, os que conseguiram se adaptar ao novo ambiente estavam um pequeno número de espécies de pequenas aves e mamíferos terrestres herbívoros, que devido ao seu reduzido tamanho precisavam de menores quantidades de alimento. As grandes espécies, que precisavam de muito alimento, especialmente, as dependentes de ambientes florestais mais complexos, repletos de nichos específicos, foram extintas. O retorno das florestas, pelo processo de sucessão ecológica, demorou cerca de mil anos, fornecendo novos nichos ecológicos, que foram rapidamente ocupados, graças a diversificação evolutiva das aves e mamíferos.

Este relato, é o resultado da análise de vários estudos sobre fósseis e inferências ecológicas das consequências da queda de um grande meteoro sobre o ambiente e a biodiversidade no final do período cretáceo.

 

 

 

Prof. Marco Nunes

Editor do  Nerd Cursos - Biologia

Um portal de materiais de estudos para o Enem e vestibulares

Vitória da Conquista - Bahia - Brasil

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