POR QUE NEM SEMPRE É FÁCIL PERDER PESO E MANTER-SE MAGRO?

 

Para muitos, emagrecer e manter-se no peso ideal, é uma questão de força de vontade. Bastaria, restringir a ingestão calórica, comendo menos e aumentar o gasto de energia, se exercitando mais, até atingir o peso ideal. Porém, este plano, geralmente, não tem sucesso para a maioria das pessoas. Elas, inicialmente perdem peso, mas, voltam a ganha-los novamente, ganhando até alguns quilos extras, mesmo mantendo a estratégia alimentar e de exercícios. A muito, se teoriza a razão, o corpo sob restrição calórica ajustaria o metabolismo corporal, passando a gastar menos energia, conseguindo repor as reservas perdidas. Uma pesquisa recente parece começar a explicar por quê. Em um estudo sobre a perda e ganho de peso em camundongos foi descoberta a existência de uma proteína associada a membrana celular dos adipócitos, as células que armazenam gordura. A proteína foi chamada RAGE. Em camundongos em que a proteína foi intencionalmente deletada, manipulando-se o genoma, ratos submetidos a excessos alimentares engordaram 70% menos, do que ratos submetidos a mesma dieta e com mesma atividade física. A proteína serviria como um freio no metabolismo energético, estimulando o acúmulo de reservas no tecido adiposo. A proteína está presente na maioria dos mamíferos, inclusive na maioria dos humanos, provavelmente, como o resultado de um processo seletivo (seleção natural), que beneficiou por milhares de anos a sobrevivência de indivíduos que conseguiam poupar reservas e gastar menos energia em períodos de escassez alimentar. Portanto, o controle do peso não seria somente uma questão da quantidade de alimento que se consome e da atividade física que se realiza, mas sim sofreria influência genética.

 

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