Coronavírus: o que é, quais os sintomas e como se proteger?

 

O coronavírus está de volta. Ele já foi o responsável por duas perigosas epidemias, a da Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS) em 2012, quando causou 800 mortes na Arábia saudita e pela Síndrome Respiratória Aguda Severa (SARS) em 2003, levando 650 doentes a morte em Hong Kong. Agora, os primeiros casos foram identificados na China, na cidade de Wuhan, uma metrópole de mais de 11 milhões de habitantes.

 

Corona vírus, é um termo genérico para um grupo viral, conhecido desde a década de 60. Parasitam células intestinais e respiratórias de vários animais, inclusive humanas. São responsáveis por cerca de 30% das infecções respiratórias virais humanas, causando sintomas semelhantes à de uma gripe forte, como febre, tosse, falta de ar e as vezes diarreia. Porém, alguns subtipos são mais agressivos, criando um ambiente propício para o estabelecimento de pneumonia, causando síndrome respiratória aguda severa, insuficiência renal e morte de cerca de 3% das pessoas infectadas. A mortalidade pode ser muito maior em crianças, idosos e pessoas imunodeprimidas. O coronavírus responsável por esta nova epidemia é de um novo subtipo. Um mutante, provavelmente, formado em um animal e transmitido para humanos. O consumo alimentar de morcegos ou cobras tem sido apontado como uma das possíveis fontes da infecção original, mas o vírus também é encontrado em porcos, bois, aves, baleias, coelhos e insetos. A transmissão entre humanos se dá pelo contato oral, mucosas dos olhos e do nariz com as secreções respiratórias contaminadas pelo vírus. O potencial de transmissão é enorme, pois pode ocorrer pelo ar. A fim de conter a epidemia, o governo chinês impôs restrições a circulação e aglomeração de pessoas nas regiões afetadas e recomendou extrema higiene com as mãos. Outros países, estão recomendando evitar viagens a região de Wuhan. Em aeroportos e portos, há a procura por pessoas com sintomas da virose. Quando um suspeito é identificado, ele passa a ser monitorado. Caso, a doença seja confirmada, o doente passa a ser tratado em isolamento hospitalar. A ideia, é dificultar o alastramento do vírus, dando tempo para que ocorra nos doentes uma resposta imunológica, interrompendo o ciclo de transmissão.

 

Características estruturais e reprodutivas do coronavírus