CADÊ O INSETO QUE ESTAVA AQUI?

 

Ao encontrar esta casca vazia presa no tronco de uma árvore você está vendo o exoesqueleto quitinoso abandonado de um inseto muito peculiar pela sua longevidade, que, provavelmente, tenha nascido a mais de uma década e, somente a poucos dias, tornou-se um adulto e agora está investindo todos os seus recursos energéticos para se reproduzir. É o exoesqueleto (ecsúvia) de uma cigarra. No diverso grupo dos insetos, as cigarras certamente são um dos insetos mais longevos, sendo que algumas espécies, como, a norte americana, Magicicada septendecim, chega a viver cerca de 17 anos. Elas nascem de ovos paridos em galhos e troncos. Cada ovo libera um pequeno inseto imaturo sem asas, chamado ninfa. Ela cai no solo, se enterra e passa vários anos, se alimentando sugando a seiva vegetal das raízes de plantas. Durante este período, sofre algumas trocas de exoesqueleto, sendo que antes da última, a ninfa sai do solo, escala uma árvore e sai do exoesqueleto, na forma de um adulto com asas. Este processo, ocorre na mesma época com milhares de ninfas. Na fase adulta, vive algumas semanas focada na reprodução. Se for um macho, disputará fêmeas com outros machos, emitindo um estridente canto de atração sexual, que pode ser ouvido a mais de 1 km de distância. Conquistada, uma fêmea permite ser fecundada e faz uma ranhura em galhos e troncos de vegetais e, nela, colocam alguns de seus ovos. Após a reprodução machos e fêmeas morrem, chegando ao final de seu longo ciclo de vida.