RESÍDUOS PLÁSTICOS FACILITAM A DISPERSÃO ORGANISMOS PELOS OCEANOS.

 

As zonas litorâneas dos continentes são oásis para a vida marinha. Nelas, ocorrem mares rasos, com temperatura mais elevadas e, principalmente, mais ricos em nutrientes, aproveitados pelo fitoplâncton, a base das cadeias alimentares marinhas. Outra peculiaridade dos litorais, é a complexidade das comunidades biológicas, como a presença dos manguezais, costões rochosos e recifes de corais, que oferecem a vida marinha vários nichos ecológicos a serem explorados. Porém, em alto mar, as condições ambientais tornam-se menos favoráveis a sobrevivência, especialmente, pela escassez de nutrientes, tornando-se uma barreira que dificulta a dispersão de espécies. Mas a presença onipresente dos resíduos plásticos nos oceanos parece estar facilitando o processo de dispersão. Eles são resistentes, flutuam, ficam expostos a luz e acabam servindo de base para a fixação de algas perifíticas, que podem servir de base alimentar a pequenos animais. Às vezes, resíduos maiores, como barcos de fibra, podem levar animais maiores, como, estrelas-do-mar, polvos e mesmo peixes.

 

Por que isto é preocupante?

 

A facilidade de dispersão providenciada pelos resíduos plásticos permite que espécies exóticas sejam introduzidas nos ecossistemas litorâneos. A introdução de espécies perturba os ecossistemas, pois, coloca nas comunidades, organismos que iniciarão uma disputa por nichos com as espécies nativas, mas, com vantagens, como a ausência de parasitas e predadores naturais. A introdução de espécies é a segunda causa de extinção de espécies, atrás da destruição dos habitats.

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