CARNE VINDA DE PLANTAS

 Foto: Impossible Burguer

 

Sensibilizados pela exploração animal e pelos impactos ambientais da sua criação, muitas pessoas estão optando por não os consumir, especialmente, na alimentação. Aproveitando, este nicho de mercado, várias empresas desenvolveram uma alternativa, a carne vegetal.

 

O produto, geralmente é feito de farinha e proteína texturizada de soja (“carne de soja”), óleo de soja, proteína de trigo (com glúten), vários temperos e corantes. A carne vegetal é muito usada na produção de hambúrguer, almôndegas e salsichas, entretanto, muitos consumidores relatam que a cor e o gosto, não são naturais.

 

Nos últimos anos, algumas empresas, estão tentando deixar a carne vegetal mais apetitosa. É o caso, da norte americana, Impossible Burguer. Ela substituiu o trigo (com glúten) por proteínas da batata (sem glúten), substituiu o óleo de soja por de coco e adicionou hemoglobina como corante e saborizador.

 

Hemoglobina? Aquela proteína das hemácias do sangue?

 

Não exatamente. Mas, algo parecido. Uma hemoglobina vegetal, chamada Leghemoglobima, encontrada nos nódulos das raízes de leguminosas, como, a soja, formados quando certas bactérias, como as do gênero Rhizobium, invadem as células das raízes. A associação é vantajosa para as bactérias e para as plantas. Essas bactérias são anaeróbicas e o gás oxigênio se liga a hemoglobina vegetal, não as atacando. Essas bactérias são fixadoras de nitrogênio atmosférico, fornecendo compostos nitrogenados para a produção de grande quantidade de proteínas nesses vegetais.

 

Para produzir a hemoglobina vegetal em grande quantidade, de forma rápida e barata, a empresa fez uso de técnicas de transgênia, isolando genes específicos do DNA das células dos nódulos das raízes das leguminosas e os introduzindo em células de leveduras, para que elas produzam, em tanques de fermentação, a hemoglobina vegetal.