Overdose de água

 

No corpo de uma pessoa jovem, aproximadamente 65% do peso é constituído de água. Ela preenche os espaços intracelulares e extracelulares dos tecidos e dos vasos sanguíneos.

 

A água é essencial para o bom funcionamento do corpo, pois é um ótimo solvente, um veículo de transporte de substâncias nelas solúveis, como sais minerais, excretas e muitos nutrientes alimentares, um meio propício para a ocorrência de reações químicas, além de ser considerada um estabilizador térmico. Mas, apesar de essencial, uma hidratação excessiva não é benéfica e pode ser inclusive fatal.

 

Quando consumida em excesso, a água dilui no sangue e líquido intersticial, os sais minerais, como a sódio. Esta condição é chamada de hiponatremia. A diminuição da concentração de sais nos líquidos extracelulares estimula um fluxo de água por osmose para o interior da células, provocando um inchaço celular. Na maior parte do corpo, há espaço para acomodar o aumento do volume celular, mas no tecido nervoso, localizado dentro do crânio, não há espaço. O cérebro inchado é pressionado, e passa funcionar mal, ocorrendo dores de cabeça, fadiga, enjoo, vômito, e desorientação mental. Em casos mais graves causa falha respiratória que provoca morte.

 

A dose fatal de água não é facilmente definida, pois depende de muitos fatores, como o bom funcionamento renal e a secreção do hormônio antidiurético (ADH ou vasopressina). Durante o exercício físico, o corpo se adapta ao aumento da transpiração para liberar calor e aumenta a produção do ADH para poupar água através da diminuição da produção de urina. Nesta situação, não é recomendado um consumo excessivo de água, visto que o corpo está tentando retê-la ao máximo, mas somente, repor a quantidade de água eliminada pela transpiração.

 

Portanto, não se sinta obrigado a beber quantidades pré-estabelecidas de água, e sim responda aos sinais que o corpo mostra. A sensação de sede é o melhor sinal que você precisa ingerir água.

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