Descoberta uma espécie de cupim onde não há machos.

 

Os cupins são insetos sociais, como também são as abelhas, pois são organizadas em castas, cada uma contribuindo a seu modo a sobrevivência do grupo. Entre os cupins, há uma rainha que acasala com um macho, o rei. A reprodução do casal, forma a partir dos ovos uma larva chamada ninfa que se transformam em machos e fêmeas adultas em número semelhante, alguns operários que agem na construção e manutenção do cupinzeiro, outros agem como soldados protetores do grupo. Os operários e soldados são machos e fêmeas estéreis. Quando o número de cupins no cupinzeiro torna-se muito elevado, algumas ninfas se transformam em várias fêmeas e machos com asas, indivíduos férteis, futuros reis e rainhas que fundarão novos cupinzeiros. Quando a rainha e o rei envelhecem serão produzidos algumas princesas e príncipes, que poderão substituí-los no momento adequado.

Mas, um recente estudo. realizado no Japão, descobriu algo totalmente novo no modo de vida dos cupins. Em uma certa região do Japão, em cupinzeiros de uma determinada espécie, todos os indivíduos eram fêmeas e para a reprodução usavam somente óvulos, que sem serem fecundados por espermatozoides formavam novos indivíduos, todos femininos. O desenvolvimento de vida a partir de óvulos não fecundados é um caso especial de reprodução chamado partenogênese, no caso descrito, do tipo teliótoca, pois origina somente fêmeas.

 

A reprodução a partir de óvulos não fecundados, é relativamente raro, pois possui uma desvantagem em relação ao processo usual, gera descendentes com menor variabilidade genética, pois nela não ocorre recombinação gênica. No estudo citado, isto foi verificado, visto que os cupins eram muito semelhantes quanto a forma e ao tamanho, ocorrendo na forma de cupins operários, e não na forma de soldados. Portanto, a sociedade investia menos na proteção do grupo e mais na capacidade de reconstrução do cupinzeiro após um ataque. E parece que isto tem se mostrado uma estratégia vantajosa, frente a alta capacidade reprodutiva dos cupins que repõe a população perdida rapidamente. Porém, há riscos. Populações com reduzida variabilidade genética são mais suscetíveis a extinção por mudanças ambientais.

 

Fonte