Prof. Marco Nunes

Editor do  Nerd Cursos - Biologia

Um portal de materiais de estudos para o Enem e vestibulares

Vitória da Conquista - Bahia - Brasil

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ROTEIRO DO PODCAST

16 – A vida das Abelhas

 

¯Música de Abertura: - Jason Mraz & Colbie Caillat – Lucky

 

Olá estudantes! Sou o professor Marco Nunes e este é o podcast semanal do Nerd Cursos, um portal de materiais de apoio ao estudo para o Enem e vestibulares. O tema de hoje é zoológico e ecológico, é sobre as abelhas, sua vida, importância na natureza e para o homem.

 

As abelhas são animais admiráveis. São hábeis construtoras, organizadas, cuidadosas, limpas, vigilantes e precavidas. Delas dependem a reprodução de muitos vegetais que sustentam muitos animais, inclusive a nós.

 

U Sinal de início da aula.

 

¯Vamos detalhar o assunto, começando pela classificação das abelhas. Ao fundo continuamos a ouvir a música Lucky, agora em uma versão instrumental do violinista Jun Sung Ahn.

 

As abelhas são animais do filo artrópode, pois possuem um esqueleto externo rígido e vários apêndices articulados, como, mandíbulas e patas. O esqueleto externo é chamado de exoesqueleto quitinoso. É quitinoso, pois é feito de um carboidrato do tipo polissacarídeo, chamado quitina. O Exoesqueleto dos artrópodes não acompanha o seu crescimento, sendo trocado várias vezes durante o desenvolvimento, um processo chamado ecdise. As abelhas, estão na classe dos insetos, pois são artrópodes com o corpo dividido em cabeça, tórax e abdome, com duas antenas, seis patas e quatro asas. Na classe dos insetos, são himenópteros, uma ordem que inclui além das abelhas, formigas e vespas. Os himenópteros são insetos sociais, pois, muitos deles participam de uma relação ecológica harmônica intraespecífica chamada sociedade, onde, os membros trabalham em conjunto realizando uma divisão das tarefas para o bem de todos. Na ordem dos himenópteros, estão na família dos apídeos, que é composta por cerca de trinta mil espécies de abelhas.  Algumas solitárias, outras sociais, algumas com ferrão, outras sem. A maioria produzindo mel. Portanto, é um grupo diverso. Vou usar a espécie Apis melífera como modelo, aquela abelha amarelinha, com faixas escuras comuns nos jardins. No Brasil, Apis mellifera é uma espécie exótica, pois, foi introduzida por imigrantes europeus para a produção de mel, cera e própolis. No século XX, pesquisadores introduziram abelhas africanas, com o objetivo de aumentar a produção do mel. Elas escaparam e cruzaram com as abelhas europeias, formando uma variedade híbrida, a abelha africanizada. Isto foi possível, pois, as abelhas europeias e africanas são da mesma espécie. A variedade hibrida se espalhou por toda América, sendo na atualidade, o tipo mais comum de abelha do continente, disputando nichos ecológicos ocupados pelas espécies nativas, às vezes, provocando sua extinção, pois, as africanizadas são mais resistentes a doenças, mais fortes e mais agressivas. A disputa entre espécies diferentes por um mesmo nicho é uma relação ecológica desarmônica do tipo competição interespecífica. 

 

¯Você está ouvindo Moraes Moreira com a música As Abelhas.

 

As abelhas são insetos sociais organizadas em três classes: rainha, operárias e zangões.

 

A rainha é a maior das abelhas, tendo o abdome mais comprido. Quase não sai da colmeia, onde, realiza a postura dos ovos e controla as outras abelhas. O controle é químico, feito por feromônios lançados no ar, que determinam o trabalho em grupo, a atração dos zangões para a reprodução e a inibição da reprodução das operárias. Os zangões são machos férteis. São maiores que as operárias, mas menores que a rainha. Sua função é fecundar a rainha. Os zangões são alimentados pelas operárias, sendo expulsos da colmeia em épocas de escassez de alimento.

 

¯ Embalados pelo clima sensual de Lets Get It On de Marvin Gaye, vamos a mais informações reprodutivas.

 

A rainha é a única fêmea fértil na colmeia. Amadurece rápido, estando fértil nove dias após o nascimento. Quando sai da colmeia no voo nupcial, atrai com feromônios vários zangões para a cópula. Cada macho que copular com a rainha, depositará milhares de espermatozóides em cavidades abdominais chamadas espermatecas. A rainha e os zangões realizam sexo uma só vez durante a vida, e os zangões morrem após o sexo. Os espermatozoides serão mantidos vivos por até quatro anos no corpo da rainha, e serão utilizados para fecundar aos poucos seus óvulos. Cerca de mil óvulos por dia serão fecundados e depositados na forma de ovos em favos e se transformam em sequência em larva, pré-pupa, pupa e adulto. São insetos holometábolos, pois durante o seu desenvolvimento sofrem uma metamorfose completa. Os ovos fecundados sempre formarão abelhas fêmeas.  Mas, alguns óvulos da rainha não serão fecundados, e mesmo assim, entrarão em desenvolvimento, formando os zangões. Portanto, os zangões não possuem pai, só mãe. O processo em que óvulos não fecundados se desenvolvem, formando novos indivíduos é um tipo especial de reprodução, chamada de partenogênese. A rainha e as operárias que se originaram a partir de óvulos fecundados, são diploides, e a rainha forma óvulos haploides por meiose. Os zangões, que vem de óvulos não fecundados, são haploides e formam espermatozóides também haploides, por mitose. Quando a rainha envelhece, passando a produzir poucos ovos e diminui a produção de feromônios, ela é substituída por uma princesa, que ao receber alimentação especial, um mel turbinado, chamado geleia real, torna-se uma rainha.

 

A maior parte do trabalho na colmeia é feito pelas operárias.

 

¯Você está escutando Elza Soares e Mario Broder em Operária Brasileira.

 

A abelhas operárias produzem cera e a própolis para construir a estrutura da sua casa. Coletam néctar e pólen para a alimentação. Regulam a temperatura e a umidade da colmeia. Nutrem as outras classes de abelhas e defendem o grupo. Diariamente as operárias saem da colmeia para coletar o néctar das flores. As flores são localizadas pela sua visão e antenas que possuem função olfativa. Na flor usam uma língua esponja para sugar o néctar. No sistema digestório, o néctar sofre ação enzimática e é transformado em mel, que nutre a própria operária ou é transferido boca a boca para os zangões, rainha e larvas. O mel produzido em excesso, é armazenado em favos para nutrir as abelhas no inverno, pois, é uma época com poucas flores. Enquanto coletam o néctar, as operárias usam suas mandíbulas para triturar o pólen, que é uma importante fonte de proteínas e vitaminas. O pólen também é armazenado para o inverno. Para proteger a colmeia, as operárias usam um ferrão localizado no final do abdome. Ele é perfurante e possui farpas que dificultam a sua retirada depois de introduzido. Ao tentar tirar o ferrão da pele da vítima, o abdome se rompe e fica preso ao ferrão com uma bolsa de veneno que continua a injetar uma toxina, por isto, é importante retirar o ferrão rapidamente, para evitar a entrada de mais veneno. Ferida, a operária morre após a ferroada. Ao visitar as flores, muitos grãos de pólen aderem aos pelos das operárias, em especial, em um tufo de pelos no último par de patas, um tipo de cesto. Ao visitar outras flores da mesma espécie, ocorre a polinização. O grupo vegetal que mais se beneficia deste processo são as angiospermas, plantas com flores vistosas, coloridas, cheirosas e que produzem néctar que atraem as abelhas. A polinização estimula a formação de sementes e frutos, permitindo a reprodução vegetal.

 

¯Você ouve o cantor Raflik com a música Polinização

 

Cerca de 85% das plantas com flores das matas e florestas e 70% das culturas agrícolas, dependem da polinização feita pelas abelhas, levando a um terço da produção mundial de alimentos, como maçã, melão, café, maracujá, laranja, soja, algodão, caju, uva, limão, cenoura, amêndoas, castanha-do-pará, entre muitas outras.

 

Nos últimos anos um problema preocupa vários países, a extinção e morte massiva das abelhas. O fenômeno é chamado Distúrbio de Colapso de Colônia e dizima colmeias em poucos dias. Os Estados Unidos é o país mais afetado. Lá, desde 1940 o número de colmeias caiu pela metade. Na Europa, reduziu 50% nos últimos 25 anos. No Brasil, não há dados precisos. A causa é incerta, mas parece ser uma combinação de fatores que debilitam as abelhas, como infecção por vírus, fungos e bactérias, uso de agrotóxicos, desmatamento de áreas naturais próximas às lavouras e mudanças climáticas causadas pelo aumento do efeito estufa.

 

¯ Música do desenho Doce mel da Disney

 

O podcast acaba por aqui, mas nossa interação pode continuar em www.nerdcursos.com.br/podcasts. Lá você pode ler o roteiro do programa, acessar links e alimentar o podcast com dúvidas e comentários, que podem dar origem a outros programas.

Participaram deste episódio: na abertura, Jason Meraz & Colbie Cailae com Lucky , o violinista Jun Sung Ahn, Moraes Moreira, Marvin Gaye, Elza Soares e Mario Broder, Raflik e eu, o professor Marco Nunes, dedicado como uma abelha em facilitar seus estudos para o Enem e vestibulares.

 

Sinal de final da aula.

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